Autor: Aline - Data: 03/07/2026 10:49

Falhas na regulação da saúde preocupam durante audiência na Assembleia Legislativa

Debate apontou inconsistências no novo sistema de regulação do SUS em Minas e levantou preocupações sobre riscos aos pacientes
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A implantação da Central de Regulação de Ofertas de Cuidados à Saúde (Core-MG), que substituiu o sistema SUSFácil há cerca de 40 dias, foi alvo de críticas durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada nesta quarta-feira, 1º de julho, em Belo Horizonte. O novo modelo organiza a fila de pacientes para consultas, exames, cirurgias e internações na rede pública estadual. Durante a audiência, representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), profissionais da saúde e entidades do setor apontaram falhas no sistema, como inconsistências de informações, dificuldades no encaminhamento de pacientes e possíveis riscos à assistência. A promotora de Justiça Josely Ramos Pontes alertou que erros na regulação podem comprometer o atendimento e colocar vidas em risco. Ela também afirmou que pacientes sem documentos poderiam enfrentar dificuldades de cadastro no sistema, além de destacar a ausência de dados sobre óbitos e falhas na identificação da capacidade real de atendimento de alguns hospitais.
O médico Airton Carlos da Silva, ex-coordenador do SUSFácil, criticou a implantação da Core, afirmando que os profissionais não participaram do desenvolvimento da plataforma nem receberam treinamento adequado. Segundo ele, já foram registrados casos de pacientes encaminhados para unidades sem estrutura para o atendimento necessário, incluindo situações que terminaram em morte. O Conselho Estadual de Saúde também criticou a forma como o novo sistema foi implantado, alegando que a mudança deveria ocorrer de forma gradual. Já o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais solicitou que o Tribunal de Contas do Estado apure os investimentos de R$ 23 milhões na implantação da Core-MG.
Representando a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a secretária-adjunta Poliana Lopes negou que pacientes sem identificação fiquem impedidos de acessar o sistema e afirmou que todas as denúncias serão apuradas. Ela reconheceu que profissionais de nível médio não devem exercer funções exclusivas de médicos e destacou investimentos realizados pelo Estado na ampliação dos serviços de saúde, como o aumento de leitos de UTI, a realização de cirurgias eletivas e a expansão do Samu. Ao final da audiência, a deputada Bella Gonçalves (PT), autora do requerimento, criticou a falta de diálogo da Secretaria de Saúde durante a implantação da Core-MG e defendeu que mudanças dessa magnitude sejam realizadas de forma planejada para evitar riscos aos usuários do SUS. - AJUDE O jornal que lhe informa a todo instante e faça um PIX de qualquer valor para 11.086.919/0001-66 - CLIQUE AQUI e receba os conteúdos do JOGO SÉRIO em seu whatsapp. - NESSE LINK, você passa a seguir a nova fanpage/facebook Jornal JOGO SÉRIO. - A QUALQUER instante, acesse www.jornaljogoserio.com.br e fique muito bem informado.

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